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O Livro

Pirilampo e os deveres da escola…

… teve um nascimento invulgar: nasceu como resposta a um desafio que me foi lançado por um cartaz afixado na minha escola.

O bichinho arredio da escrita sempre existiu em mim mas nunca tinha escrito um texto de ficção de mais do que uma página ou duas (e isto se considerar que algumas das crónicas que costumava escrever sob o título À volta de um provérbio, no jornal Timoneiro, poderiam ser consideradas como ficção).

Consultado o regulamento no sítio da Internet para onde remetia o cartaz, fiquei definitivamente motivado a concorrer.

A ideia para a história surgiu tão naturalmente que foi muito fácil escrevê-la. É preciso que se diga que esta facilidade adveio de esta história ter sido inspirada em protagonistas que bem conhecia: o meu filho David e uma gatinha que alguém abandonou, atirando por cima do muro para dentro do meu quintal (aliás eram duas gatas e foram os meus filhos que lhes deram os nomes de Manchas e Pirilampo). Mesmo assim, devo referir que se trata de uma obra de ficção e não o relato de algo que realmente aconteceu.

Acabada a história senti que tinha feito um bom trabalho. Dei-a a ler a algumas pessoas e a reacção foi muito positiva, a começar pelo meu melhor leitor – o David.

O passo seguinte foi escolher uma pessoa para ilustrar o conto. Contei com a pronta adesão da minha colega Cláudia Ribau, Professora de Educação Visual na mesma escola em que trabalho – a Secundária da Gafanha da Nazaré.   

A Cláudia fez um óptimo trabalho, enriquecendo a leitura do texto, sobretudo conhecendo, como só eu conheci, as grandes limitações de espaço pelas normas do regulamento – as quinze páginas estavam quase todas ocupadas pelo meu texto – e o pouco tempo disponível até à data de entrega – dia 2 de Abril.

No início de Junho – com o simbolismo acrescido de ser o Dia Mundial da Criança – tive a agradável e completamente inesperada notícia de que era um dos premiados e a convidar‑me para a cerimónia de entrega dos prémios no dia 9 desse mês.

A cerimónia foi embelezada com a actuação do Coro dos Meninos Cantores da Trofa, bem a propósito num momento relacionado com a literatura infantil. Devem imaginar a crescente alegria que me foi invadindo à medida que iam sendo chamados os premiados e eu ia continuando sentado no meu lugar. Fui o último a ser chamado… o primeiro prémio.

Desse dia feliz ficou-me ainda na memória a simpatia das palavras da grande escritora que dá nome ao prémio. Matilde Rosa Araújo escreveu ainda uma linda dedicatória num dos seus livros que eu, previdentemente, levei de casa.

A Câmara Municipal da Trofa, pela primeira vez, garantiu a publicação do conto vencedor do concurso literário e optou por juntar no mesmo livro o trabalho dos dois vencedores, pedindo-me a autorização para ser a Helena Zália a ilustrar o meu conto. Com a anuência da Cláudia Ribau, concordei. Não nos arrependemos, já que a Helena fez um excelente trabalho, cheio de cor e de imaginação.

O lançamento do livro foi integrado no  Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil, outra notável iniciativa da Câmara da Trofa.

Fui o primeiro a ver o livro, acabadinho de chegar da editora. Foi uma sensação magnífica, comparável à de pegar pela primeira vez num filho recém‑nascido.

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